O AUTOR

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JORGE VIEIRA / ESCULTOR

Licenciado em Escultura na Escola de Belas Artes de Lisboa, integrou a chamada Terceira Geração de artistas modernistas portugueses. Participou em duas Exposições Gerais de Artes Plásticas, importantes centros do modernismo em Portugal. Chegou a expor individualmente na Sociedade Nacional de Belas Artes e a ser premiado em Londres, pelo Instituto de Arte Contemporânea desta cidade, pela sua participação no Concurso Internacional de Escultura com a maquete de Monumento ao Prisioneiro Político Desconhecido (1953), obra condenada por um regime ditatorial que impunha clandestinidade à vanguarda estética e politicamente comprometida.

Artista desde cedo engajado politicamente, esteve ligado ao MUD Juvenil e ao Partido Comunista Português, partido com o qual colaborou intensamente.

Tendo sofrido falta de confiança política que durante algum tempo lhe negou o acesso a determinados cargos, passou, após o 25 de Abril, a lecionar nas Escolas de Belas Artes do Porto e de Lisboa.

A partir da década de 90 desenvolveu um conjunto de encomendas públicas de grandes dimensões que marcam fortemente os espaços urbanos em que se encontram implantadas. É disto exemplo o Monumento à Liberdade, mas também o Monumento ao Prisioneiro Político Desconhecido (1994) em Beja e Homem Sol (1998) em Lisboa.

A obra surge no percurso artístico do escultor como uma das suas últimas obras, tendo sido, inclusivamente, postumamente concluída pela sua esposa e herdeira, a escultora Noémia Cruz. A peça foi concebida em vida do artista, tendo as ideias sido deixadas em esboços, desenhos e maquetas. A execução e implantação ficaram sob orientação e acompanhamento da escultora nos quatro meses que sucederam o falecimento do artista.